O Governo Federal adiou a decisão sobre o teto de juros do crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil por conta de divergências entre especialistas. A intenção do Ministério da Cidadania é que o limite de juros seja o mesmo do INSS, ou seja, de 2,14%.
De acordo com informações disponibilizadas pelo Estadão, no mês de julho alguns bancos e financeiras já estavam realizando o pré-cadastro para liberação do crédito consignado a beneficiários do Auxílio Brasil. Apesar disso, os juros divulgados por essas instituições chegavam a 86% ao ano, valor bastante superior a taxas de outras modalidades de crédito do mercado.
Alguns especialistas têm se preocupado com a modalidade de crédito, já que ela pode prejudicar ainda mais famílias em situação de vulnerabilidade econômica. Pensando nisso, algumas entidades jurídicas de defesa ao consumidor se mobilizaram para assinar a nota “Em Defesa da Integridade Econômica da População de Vulneráveis”, solicitando o adiamento do crédito consignado e revisão das taxas de juros.
Endividamento de cidadãos vulneráveis economicamente
Segundo Paola Carvalho, diretora institucional da Rede Brasileira de Renda Básica, o Conselho Nacional de Assistência Social debateu nos últimos dias sobre o crédito consignado para beneficiários de programas sociais como o Auxílio Brasil.
”Pedimos que o Ministério da Cidadania fosse chamado. Eles vão dando esperanças para os beneficiários. As agências bancárias estão pré-cadastrando e não ativam o empréstimo. Acredito que exista uma dicotomia entre eles”, disse. Para a Paola Carvalho, as consequências da liberação dessa modalidade de crédito podem ser bastante graves. “As famílias estão endividadas e com dificuldade de manter o mais básico; Muitas famílias vão se endividar mais para poder pagar as contas básicas de casa”, afirmou



