O Ministério Público (MP) e o Tribunal de Contas da União (TCU) solicitaram a suspensão cautelar do empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil no início desta semana. A solicitação foi feita alegando que o benefício tem a finalidade “meramente eleitoral”, visando o benefício do atual presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com informações disponibilizadas pela Caixa Econômica Federal, até o dia 14 de outubro cerca de R$ 1,8 bilhão já haviam sido concedidos nessa linha de crédito, atingindo 700 mil beneficiários do Auxílio Brasil. Ao solicitar a suspensão cautelar do empréstimo consignado, o subprocurador-geral, Lucas Rocha Furtado, pontuou que o “assombroso montante” já liberado pela instituição em tão pouco tempo “impõe dúvidas sobre as finalidades perseguidas mediante essa atividade”.
“No cenário atual, com a aproximação do segundo turno das eleições e com as dificuldades enfrentadas pelo presidente nas pesquisas de intenções de voto, tudo indica tratar-se de medida destinada a atender prioritariamente interesses político-eleitorais, que relegam o interesse público a segundo plano, com vistas à obtenção de benefícios pessoais em detrimento da população”, disse Furtado.
Sobre o crédito consignado
Em julho de 2022 a Medida Provisória que liberou o crédito consignado para beneficiários de programas de transferência de renda foi aprovada pelo governo federal. Desta forma, todas as famílias que recebem o Auxílio Brasil, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Renda Mensal Vitalícia (RMC) podem realizar o empréstimo.



