De acordo com informações do Banco Central do Brasil (BC), cerca de R$5 bilhões foram emprestados aos beneficiários do programa de transferência de renda Auxilio Brasil, através de seu crédito consignado no mês de outubro. No entanto, várias pessoas têm reclamado por não terem conseguido o dinheiro.
O empréstimo consignado tem sido negado a diversas pessoas, visto que algumas delas procuraram obter o crédito por diversas vezes, tendo uma recusa como resposta. A grande maioria delas não sabem porque não conseguiram o dinheiro, mesmo entrando em contato com os banco por diversas vezes.
A principal instituição financeira que concede o empréstimo consignado, a Caixa Econômica Federal, afirma que existem critérios e regras para que ela possa oferecer o crédito aos beneficiários do Auxílio Brasil. Para o banco, a disponibilidade do dinheiro é feita de acordo com o contexto do mercado.
Segundo o banco, as linhas de crédito estão ativas, e os critérios para o empréstimo consignado são avaliados constantemente, através de uma avaliação técnica visando a sustentabilidade e competitividade da instituição financeira. ela ressalta que há uma monitoração de seus produtos.
Problemas com o empréstimo consignado
A Caixa Econômica não diz qual o montante de dinheiro já foi emprestado aos beneficiários do Auxílio Brasil em novembro. No mês de outubro, entre os dias 10 e 25, o banco afirmou que foram emprestados cerca de R$4,2 bilhões a 1,6 milhões de pessoas através do programa de empréstimo consignado.
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu sugerir a suspensão da modalidade de crédito para as pessoas que recebem o Auxílio Brasil, no dia 21 de outubro, por achar que o empréstimo consignado poderia influenciar nos resultados das eleições presidenciais que iriam acontecer no dia 30.
Além disso, no dia 15 de novembro, o procurador-geral da república, Augusto Aras, se manifestou ao Supremo Tribunal Federal. Ele disse que a concessão do crédito consignado do Auxílio Brasil é inconstitucional. O sub procurador lucas Furtado solicitou ao presidente da Caixa e ao presidente Bolsonaro a responsabilização do crédito, por causa de seu uso eleitoral.



