O Bolsa Família foi relançado pelo Governo Federal em março deste ano. A saber, o benefício social é disponibilizado para as famílias brasileiras de baixa renda, que podem receber, mensalmente, o valor mínimo de R$ 600.
De acordo com dados oficiais do governo, o número de participantes do Bolsa Família maior do que o número total de empregados em 13 estados brasileiros. Até o ano passado, a lista apresentava 12 das 27 unidades federativas do país. No entanto, o Rio Grande do Norte, que não se encontrava nas estatísticas, também passou a ser contado em 2023.
Os dados apontam que as regiões Norte e Nordeste do país são as que possuem a maior disparidade. Com isso, confira a seguir quais são os estados:
- Acre;
- Amazonas;
- Pará;
- Amapá;
- Maranhão;
- Piauí;
- Ceará;
- Rio Grande do Norte;
- Pernambuco;
- Bahia;
- Sergipe;
- Alagoas;
- Paraíba.
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No estado de Santa Catarina, com a menor disparidade, são 234 mil beneficiários do Bolsa Família para mais de 2,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Influência da pandemia na quantidade de beneficiários do Bolsa Família
Antes da pandemia de Covid-19 no país, somente 8 estados brasileiros apresentavam mais beneficiários do Bolsa Família que cidadãos empregados. No entanto, com a crise sanitária e financeira da época, o número de estados avançou para 10 em 2020, 12 em 2022 e, atualmente,13.
Além disso, durante a gestão de Jair Bolsonaro, ocorreu o aumento exponencial da entrada de pessoas no programa assistencial do Governo Federal. Contudo, entre 2021 e 2022, se tratava do Auxílio Brasil. Segundo dados oficiais, durante a gestão do ex-presidente, o número de beneficiários do programa social subiu de 14,5 milhões para 21,6 milhões.
Do total, cerca de 3 milhões de cidadãos entraram na folha de pagamento do, na época, Auxílio Brasil, a uma média de três meses antes das eleições presidenciais. Por esse motivo, o atual Ministério do Desenvolvimento Social, pasta responsável pela coordenação do Bolsa Família e de outros programas sociais federais, informou que vem reforçando a fiscalização de dados do Cadastro Único, que é a principal plataforma de informações sociais do governo.
De acordo com o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, o objetivo é identificar beneficiários que recebem as parcelas do Bolsa Família de maneira irregular. Portanto, atualmente, a pasta vem trabalhando para que as parcelas do benefício realmente cheguem aos cidadãos que mais necessitam.
Desse modo, além da exclusão de quem estiver irregular, também haverá uma busca ativa para incluir novas famílias em situação de vulnerabilidade na folha de pagamentos do programa social.
Bolsa Família terá iniciativas para emprego
A intenção do novo governo é de diminuir a quantidade de pessoas que dependem financeiramente do Bolsa Família. Isto é, fazendo com que as famílias sejam independentes, com sua renda própria, a partir de um emprego.
A saber, o ministro Wellington Dias e o ministro Luiz Marinho já comentaram sobre algumas iniciativas que poderão promover esse resultado:
- Parceria com a rede Carrefour, para contratação de cidadãos do CadÚnico;
- Programa com safristas, para contratação temporária neste período;
- Capacitação dos beneficiários, de forma que ingressem no mercado de trabalho.
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