O Plenário do Congresso Nacional acaba de aprovar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 5/22), que prevê o novo salário mínimo para 2023. De acordo com o documento, o valor do piso nacional para o próximo ano está definido: R$1.294.
Além do salário mínimo para 2023, a LDO aprovada pelo Congresso define metas e prioridades para os gastos públicos do ano que vem, dando parâmetros para elaboração da Lei Orçamentária de 2023.
Ademais, cabe mencionar que na votação dos destaques, foram aprovadas sete emendas em plenário. Uma delas estabelece regras para as linhas de crédito das agências oficiais de fomento e para a previsão de recursos à alimentação escolar. Agora, a proposta segue para sanção do Presidente Jair Bolsonaro.
É importante destacar que o valor do salário mínimo para 2023 leva em consideração os dados macroeconômicos com o PIB (Produto Interno Bruto), INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Esses são os índices que medem a inflação.
Para o corrente ano, a expectativa é que a inflação alcance 6,7%. Caso esse índice se mantenha até o deste ano de 2022, o salário mínimo de 2023 será de R$ 1.294, um aumento de R$82 em relação ao valor atual, de R$1.212
Parâmetros
No projeto aprovado, a estimativa é de um déficit de até R$ 65,9 bilhões nas contas públicas em 2023 e de crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), tanto no ano que vem quanto em 2024 e 2025.
Já a inflação prevista para 2023, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é de 3,3%, com taxa Selic (taxa básica de juros) em 10%.
Esses parâmetros econômicos, como inflação, PIB, salário mínimo, taxas de juros e de câmbio, afetam o desempenho da arrecadação da União e servem de base para a maioria das projeções orçamentárias de receitas e despesas do governo.
SALÁRIO MÍNIMO 2023
Em regras gerais, o salário mínimo é o menor valor que uma empresa deve pagar aos funcionários, ou seja, nenhum trabalhador pode receber uma quantia inferior ao piso nacional.
Para que o poder de compra dos trabalhadores ou dos beneficiários não seja prejudicado, anualmente a remuneração passa por uma reavaliação de custo de vida.
Logo, a correção leva em consideração os preços básicos de insumos no mercado consumidor para que possa ser definido um valor capaz de garantir a subsistência do cidadão.



