O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central em 2020. A ferramenta se tornou muito popular entre os brasileiros, principalmente por ser gratuita, no entanto, existem alguns casos em que os bancos podem cobrar tarifas sobre a operação. São os casos de pessoas jurídicas (empresas), nos quais as instituições financeiras cobram uma taxa para enviar ou receber dinheiro, com variações.
Sendo assim, a Comissão de Educação e Cultura aprovou nesta terça-feira (1) um Projeto de Lei que proíbe a taxação do Pix em transferências que têm como objetivo doar recursos para organizações da sociedade civil e institutos de pesquisa sem fins lucrativos, ou seja, nas doações por Pix.
A autoria do PL 2.495/2021 é da senadora Mara Gabrilli, sendo que o texto isenta de tarifas o Pix nesta situação para pessoas físicas e jurídicas. O Projeto de Lei agora deve seguir para a Comissão de Assuntos Econômicos.
A proposta da senadora, entretanto, não prevê a isenção caso a transação Pix seja feita através de canais de atendimento presencial ou pessoal da instituição. Sendo assim, isso inclui canais de telefonia por voz, quando disponíveis os meios para sua realização. A relatora do projeto, senadora Damares Alves, deu parecer favorável à proposição.
Justificando o que foi proposto, Mara Gabrilli afirma que o Pix reduziu os custos de pagamentos e aumentou a competitividade do mercado financeiro através de sistemas digitais de pagamentos. Entretanto, a senadora explica que o Banco Central autoriza as instituições financeiras a cobrarem tarifas sobre essas transações.
É importante destacar que, segundo determinação do Banco Central, as pessoas físicas, MEIs (Microempreendedores Individuais) e empresário individual não podem sofrer taxação do Pix, tanto para envio quanto para recebimento. No entanto, essa regra não é válida para o resto das empresas, que podem ser taxadas.

Taxação do Pix desestimula as doações
Segundo Mara Gabrilli, a maior parte dos recursos obtidos por organizações sem fins lucrativos e pelos institutos de pesquisa são provenientes de doações particulares. Desta maneira, uma taxação no Pix das empresas desestimula as doações, prejudicando essas organizações e centros de pesquisa.



