No último dia 7 de julho, a Câmara dos Deputados aprovou a chamada Reforma Tributária. De uma maneira simplificada, é possível dizer que o documento prevê a simplificação do sistema de cobrança de impostos no Brasil. A ideia é substituir os atuais taxações do país (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) apenas pelo IVA, que vai ser gerido pela União, pelos estados e pelos municípios.
Mas você já ouviu o ditado “o diabo mora nos detalhes”? Talvez ele se aplique perfeitamente nesta questão. Principalmente porque entre estes detalhes está o chamado Imposto do Pecado. Este é o nome dado pelo Governo Federal para indicar um sistema de taxação unificado para determinados produtos, que teoricamente fazem mal à saúde.
O novo formato de taxação
Como dito, o Governo Federal vai substituir os atuais cinco impostos pelo IVA. A alíquota que for definida para este novo imposto unificado, vai ser usada para todos os produtos e serviços, ou seja, se a alíquota definida for de 25%, esta é a taxação que vai ser aplicada em todos os serviços e produtos do país.
Mas existirão algumas exceções. Dentro da Reforma Tributária que já foi aprovada na Câmara dos Deputados, ficou definido que alguns produtos e serviços poderão ter alíquotas diferenciadas. É o caso, por exemplo, dos alimentos da cesta básica nacional e dos serviços de saúde, que poderão ter taxações reduzidas.
Ao mesmo passo, a mesma Reforma Tributária prevê que alguns produtos e serviços terão alíquotas maiores, e portanto, ficarão mais caros. É justamente neste ponto que entra o imposto do pecado. A ideia é cobrar taxações maiores para produtos como álcool e cigarro, que comprovadamente têm potencial de fazer mal à saúde.

Imposto de Pecado
A proposta geral da cobrança do Imposto do Pecado é fazer com que a população se sinta desestimulada a comprar os itens que fazem mal à saúde. Na prática, é possível afirmar que os preços destes determinados produtos como cerveja e o cigarro ficarão mais caros em relação ao que se cobra hoje em média.



