A possibilidade de acabar com o consignado do Auxílio Brasil este ano está na mesa do presidente Lula. A equipe do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome deve começar a debater ainda nesta semana a ideia de encerrar este tipo de empréstimo. Contudo, alguns entraves podem atrapalhar o processo.
O consignado do Auxílio Brasil é uma espécie de crédito criado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que começou a funcionar em outubro do ano passado. O cidadão que faz parte do Auxílio Brasil ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC) pode solicitar o dinheiro a uma instituição financeira e depois pagar a dívida por meio de descontos mensais nas parcelas do programa.
Segundo informações mais recentes do antigo Ministério da Cidadania, um em cada seis usuários do Auxílio Brasil já solicitaram o consignado do programa e já começaram a ter descontos mensais em suas parcelas. É justamente este o ponto que mais preocupa os integrantes do novo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
De acordo com as regras do consignado, mesmo se um cidadão deixar de fazer parte do Auxílio Brasil ou mesmo se o consignado deixar de existir por algum motivo, a dívida permanece. Assim, se o novo governo decidir acabar com este crédito, o cidadão que já solicitou seguirá tendo que pagar a dívida com o dinheiro do próprio bolso, e não mais com os descontos.
Há ainda outro ponto. O novo governo já admitiu que deverá realizar um pente fino nas contas dos usuários que fazem parte do programa social. Isto significa que algumas pessoas podem passar por reduções nos recebimentos mensais ou até mesmo uma exclusão da conta, o que pressionaria ainda mais o consignado na renda do cidadão.



