O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um recurso familiar para a maioria dos trabalhadores brasileiros. No entanto, uma nova modalidade desse recurso, chamada FGTS Futuro, promete facilitar o acesso ao crédito habitacional para milhares de famílias em todo o país.
O que é o FGTS Futuro?
O FGTS Futuro é uma iniciativa recentemente aprovada pelo Conselho Curador do FGTS que permite aos trabalhadores utilizarem os depósitos futuros de suas contas vinculadas ao FGTS para liquidar, amortizar ou pagar parte das prestações de um financiamento habitacional.
Isso significa que, em vez de acumular o saldo na conta do FGTS para uso futuro na quitação de um financiamento imobiliário, os depósitos financeiros do FGTS poderão ser direcionados automaticamente para o pagamento das prestações do financiamento.
Quem pode ser beneficiário do FGTS Futuro?
As novas regras do FGTS Futuro são voltadas para famílias com renda mensal bruta de até R$ 2.640,00, que se enquadram na faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida. A expectativa do governo é que cerca de 43 mil famílias sejam beneficiadas anualmente com a medida, ampliando significativamente o acesso ao crédito habitacional para famílias de baixa renda.
Como funciona o FGTS Futuro na prática?
Na prática, o FGTS Futuro funciona como uma espécie de “consignado” do FGTS. Veja o passo a passo de como isso funciona:
- O empregador deposita mensalmente 8% do valor do salário do funcionário na conta vinculada do FGTS.
- Em vez de acumular esse dinheiro na conta do FGTS, o valor será descontado mensalmente para ajudar a pagar as prestações do financiamento habitacional, aliviando mais rapidamente o saldo devedor do imóvel.
- A decisão de utilizar ou não os depósitos futuros do FGTS para o pagamento das prestações do financiamento cabe exclusivamente ao trabalhador.
Quais são os riscos associados ao FGTS Futuro?
Como toda operação financeira, o uso do FGTS Futuro também envolve riscos. O principal deles é o bloqueio dos depósitos futuros do FGTS, o que pode deixar o trabalhador com uma dívida caso perca o emprego.
No entanto, o Ministério das Cidades distribuiu um prazo de seis meses antes do aumento da parcela do financiamento, no caso de demissão do trabalhador. Durante esse período, o valor que foi descontado automaticamente do FGTS para o pagamento da parcela será incorporado ao saldo devedor do financiamento.



