O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou no início da semana que apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um projeto que deverá alterar a modalidade do saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Todavia, ele deu aval para que o projeto fosse apresentado ao Congresso Nacional.
A princípio, a modalidade do saque-aniversário do FGTS permite ao trabalhador com carteira assinada, sacar uma parcela de seu saldo nas contas ativas e inativas do fundo de garantia, no mês de seu nascimento, todos os anos. O problema é que se o profissional for demitido sem justa causa, ele perde o direito ao saque do benefício.
Analogamente, o trabalhador terá direito a sacar os valores do FGTS neste cenário, após dois anos da sua mudança, do saque-aniversário, para o saque-rescisão. Sobre a alteração, Luiz Marinho diz que, “Nós apresentamos ao presidente e ele autorizou encaminhar um projeto corrigindo essa injustiça criada pela lei do governo anterior”.
Desse modo, para o ministro do Trabalho e Emprego, a modalidade de saque-aniversário, como está atualmente, é uma injustiça devido ao fato de que ela proíbe às pessoas o direito de realizar o saque de valores que são seus. Luiz Marinho afirmou que acredita que o Congresso Nacional não deve se opor ao novo projeto.
Saque-aniversário do FGTS
De acordo com o ministro, o parlamento deverá ter um comportamento profícuo em relação aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. Entretanto, Luiz Marinho não apresentou maiores detalhes sobre sua proposta e nem o momento em que o projeto sobre o saque-aniversário do FGTS deverá ir ao legislativo para ser analisado.
Em síntese, quando o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, assumiu a pasta, ele afirmou categoricamente que defendia o fim do saque-aniversário do FGTS. No entanto, agora ele afirma que não existem realmente pretensões de acabar com a modalidade neste momento. Para ele, não há conversas relacionadas a esta questão.
De fato, Luiz Marinho diz que se a modalidade tornar o fundo de garantia um pouco mais frágil, o Congresso Nacional deveria abrir uma discussão a respeito do saque-aniversário do FGTS. Ele afirma que é necessário encarar o problema de frente, e principalmente, não castigar alguém por ter uma fragilidade desse tipo.




