Durante o período eleitoral, o governo de Jair Bolsonaro gastou cerca de R$ 93 milhões para trocar os cartões do benefício social Auxílio Brasil tirando a marca do Bolsa Família. Apesar disso, apenas 8,5 milhões de cartões foram substituídos até o momento, ou seja, no ano de 2023, mesmo que o programa volte a ser chamado pelo antigo nome, os beneficiários poderão continuar recebendo com o cartão do Auxílio Brasil.
O Auxílio Brasil é uma reformulação do programa Bolsa Família criado durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O benefício social foi criado para atender famílias em situação de extrema pobreza. Hoje são consideradas em situação de extrema pobreza as famílias que possuem renda per capita de até R$ 105 mensais. Já as famílias em situação de pobreza são aquelas que possuem renda mensal de até R$ 250 por membro familiar.
O valor do Auxílio Brasil
No ano de 2023 as famílias deverão continuar recebendo o Auxílio Brasil no valor mínimo de R$ 600 como foi prometido durante a campanha eleitoral de Lula. No entanto, apesar do valor mínimo, o benefício social pode acabar variando de acordo com a formação familiar dos beneficiários, ou seja, as famílias podem acabar recebendo um pouco mais do que o valor mínimo.
De acordo com o Ministério da Cidadania, atualmente o Auxílio Brasil é constituído por três benefícios cesta raiz, sendo eles: Beneficio Primeira Infância (BPI), Benefício Composição Familiar (BCF) e Benefício de Superação da Extrema Pobreza (BSP).
O Benefício Primeira Infância é pago por criança de até 36 meses incompletos, no valor de R$ 130,00. Já o Benefício Composição Familiar para R$ 65,00 por pessoa para famílias que possuam em sua composição gestantes, nutrizes ou indivíduos entre 3 e 21 anos incompletos.
Por fim, o Benefício de Superação da Extrema Pobreza foi criado para atender as famílias que permanecem abaixo da linha da pobreza mesmo após o recebimento dos benefícios citados acima. Vale informar que o valor mínimo pago a cada membro da família é de R$ 25,00.



