O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve tomar posse no dia 1º de janeiro. Todavia, espera-se que ele tome uma série de medidas emergenciais para a educação no início de seu mandato. De acordo com sua equipe de transição, a merenda escolar, o novo Enem e a inclusão nas universidades são prioridades.
Aliados do futuro presidente afirmam que desde o início do governo de Jair Bolsonaro (PL), houve uma série de negligências relacionadas as políticas de educação no país . Aliás, utilizaram-na como um instrumento para a guerra cultural e o aparelhamento ideológico, através da troca de ministros e casos de corrupção.
A equipe de transição de Lula, produziu um relatório final acerca do tema, em busca de se posicionar diante dos problemas e procurar por uma solução e ações para o seu próximo governo. Desse modo, o documento aponta que desde 2019 o Ministério da Educação (MEC), entre outras instituições, sofreram um grande retrocesso.
De acordo com o relatório produzido, houve problemas relacionados ao orçamento de instituições de ensino, falta de planejamento em políticas educacionais, desarticulação de sistemas de ensino estaduais e municipais e da rede federal. Ademais, a equipe sinaliza uma omissão perante os desafios educacionais.
Novo governo
Analogamente, com o novo governo do presidente Lula, o MEC será comandado pelo ex-governador do Ceará Camilo Santana, e com Izolda Cela atuando na secretaria-executiva da pasta. Estima-se, portanto, que o presidente eleito tome medidas emergenciais para reverter o quadro apresentado no governo anterior.
A equipe de transição considera as ações do presidente Bolsonaro como um desmonte do Estado e das políticas públicas, na área da educação. Dessa maneira, as prioridades do novo governo estão relacionadas à alimentação escolar, recuperação da aprendizagem pós-pandemia, novo ensino Médio e Novo Enem.
O novo governo deve retomar a compra de livros didáticos, que teve um atraso no atual governo. Os espaços de participação social para a implementação de políticas públicas para a educação devem retornar. Em síntese, outro fator a ser considerado é o resgate de políticas para a primeira infância, além da valorização dos professores.



