O governo federal deverá aumentar a pressão pela redução dos preços das passagens aéreas no Brasil. De acordo com informações do jornal O Estado de São Paulo, nesta semana o ministro de Portos e Aeroportos deverá se encontrar com representantes de empresas do setor para entender o que está acontecendo.
A avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de que os preços das passagens ainda estão altos no Brasil, e as empresas aéreas precisariam explicar o motivo da não redução. O encontro de Silvio Costa Filho nesta semana deverá traçar o limite entre quais seriam as motivações justificáveis e quais não seriam.
Medidas para reduzir os preços das passagens
- Linhas de crédito
Enquanto a conversa não acontece, o fato é que o governo já prepara um pacote de medidas para tentar reduzir os preços das passagens aéreas o quanto antes. Um dos planos, por exemplo, é reforçar as linhas de crédito do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fenac).
Este é um pedido antigo das empresas aéreas que atuam no Brasil. Elas argumentam que a medida poderia recuperar prejuízos que teriam sido causados pela pandemia de Covid-19 ao setor aéreo no país.
- Diminuição da judicialização
Outra iniciativa que, em tese, poderia ajudar a reduzir os preços das passagens aéreas é a construção de um plano para a redução da judicialização contra companhias aéreas. Esta é uma medida que precisaria contar com o apoio do Congresso Nacional e do setor judiciário.
Dados mais recentes da Associação Brasileira das Empresas Aéreas mostram que 98,5% das ações cíveis contra companhias aéreas acontecem no Brasil.
- Investigação dos preços
Na última semana, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu abrir um inquérito administrativo para investigar a Gol e a Latam por uma suposta combinação de preços em passagens aéreas. Trata-se de uma investigação de possível cartel.
Os investigadores argumentam que as duas empresas estariam praticando valores idênticos para os principais trechos do país. O Ministério Público (MP) alega que nota esta prática desde o ano de 2019.




