As empresas listadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) terão novas regras para aumentar a diversidade de gênero e a representatividade de grupos minorizados em cargos de alta liderança, de acordo com divulgação oficial realizada na data desta publicação, 17 de agosto de 2022.
Inclusão: B3 lança novas regras para aumentar a diversidade de gênero e a representatividade na liderança
As companhias que eventualmente não conseguirem avançar precisarão indicar ao mercado e aos investidores em geral os motivos que inviabilizaram os avanços, enfatiza a Bolsa de Valores do Brasil (B3).
De acordo com a divulgação oficial, as novas regras foram colocadas em audiência pública e podem receber contribuições de toda a sociedade até o dia 16 de setembro deste ano, visto que a previsão é que o texto final comece a vigorar em 2023.
Pratique ou explique
O mecanismo proposto pela Bolsa de Valores do Brasil (B3) é conhecido como “pratique ou explique”, no qual as companhias precisam dar transparência ao mercado sobre as ações adotadas.
A previsão é que as companhias brasileiras tenham ao menos uma mulher e um integrante de comunidade minorizada (pessoas pretas ou pardas, integrantes da comunidade LGBTQIA+ ou pessoas com deficiência) em seu conselho de administração ou diretoria estatutária em até dois anos a partir da vigência da norma, que deve ser editada no início do próximo ano, informa o Bolsa de Valores do Brasil (B3).
Dados oficiais
Atualmente, de 423 companhias listadas, aproximadamente 60% não têm nenhuma mulher entre seus diretores estatutários, e 37% não possuem participação feminina no conselho de administração, segundo levantamento feito pela Bolsa de Valores do Brasil (B3) neste ano.



