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Investimentos na Poupança desaceleram em março, diz Banco Central

Por João Vitor Jacintho· 3 min de leitura

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Investimentos na Poupança desaceleram em março, diz Banco Central
Investimentos na Poupança desaceleram em março, diz Banco Central. Foto: Pixabay

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De acordo com o Banco Central, a fuga de recursos da caderneta de Poupança, que atingiu níveis recordes em janeiro e fevereiro, teve uma desaceleração em março. No mês passado, os brasileiros sacaram R$ 6,09 bilhões a mais do que depositaram na Poupança. Apesar disso, a retirada líquida continua alta, acumulando R$ 51,23 bilhões no ano até agora, o que representa a maior retirada líquida desde 1995 para o período.

No entanto, em relação a março de 2022, houve uma redução de 60,36% na retirada líquida, quando os correntistas retiraram R$ 15,36 bilhões a mais do que depositaram. O desempenho da Poupança em 2022 foi afetado pela inflação e pelo endividamento alto, resultando em uma retirada líquida recorde de R$ 103,24 bilhões. Embora a taxa Selic tenha aumentado, os rendimentos da Poupança ainda não são tão atraentes quanto outras aplicações de renda fixa.

Aplicações de Renda Fixa

A Renda Fixa é um tipo de investimento em que os investidores podem prever ou conhecer antecipadamente a rentabilidade que receberão, ao contrário da Renda Variável, como a Bolsa de Valores, que apresenta riscos e não garante rentabilidade. Investir em Renda Fixa é uma operação simples e direta, sem segredos. Além disso, o investidor tem a segurança do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que oferece a mesma proteção da Poupança.

Para financiar seus projetos e continuar em operação, os bancos, instituições financeiras e até mesmo o governo precisam captar recursos, assim como qualquer outra empresa. Nesse contexto, o investimento em Renda Fixa se torna uma opção viável.

Ao investir em Renda Fixa, o investidor está, na verdade, emprestando seu dinheiro para essas instituições. Elas, por sua vez, utilizam esses recursos para financiar suas atividades e, como recompensa, pagam uma taxa de juros sobre o valor emprestado.

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Os investimentos de Renda Fixa mais populares incluem títulos do Tesouro Direto, debêntures, Fundos de Renda Fixa, CDBs, LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e carteiras digitais com remuneração. A rentabilidade desses investimentos depende da taxa do CDI, que é influenciada pelo valor da Selic, a taxa básica de juros da economia.

O Tesouro Direto, por exemplo, é um dos principais investimentos de Renda Fixa. Essa modalidade é uma forma de o governo federal captar recursos para financiar suas atividades. Desta forma, ao adquirir um título do Tesouro, o investidor empresta dinheiro para a União e recebe a rentabilidade definida com base na taxa de juros e inflação.

Rendimento da Poupança

Até pouco tempo, a caderneta de Poupança rendia 70% da taxa Selic (Taxa Referencial de Juros). Contudo, desde dezembro de 2022, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, pois a Selic ultrapassou 8,5% ao ano. Hoje, os juros básicos encontram-se em 13,75% ao ano. 

De acordo com o Banco Central, a aplicação na Poupança rendeu 7,7% nos últimos 12 meses encerrados em março. Nesse mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que é considerado uma prévia da inflação oficial do Brasil, atingiu 5,36%. Vale informar que o IPCA referente ao mês de março será divulgado na próxima terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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João Vitor Jacintho

Escrito por

João Vitor Jacintho

Graduando em engenharia química, atua na função de Redator do portal Notícias Concursos na aba de economia, com mais de 2 mil artigos publicados.

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