O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentou uma estimativa no qual a alíquota relacionada ao novo imposto estabelecido através da Reforma Tributária fique em 28,04%. Aliás, ele seria considerado como o maior tributo em todo o mundo. Os números seriam uma péssima notícia para os brasileiros.
No entanto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se pronunciou na última sexta-feira (17/07), e disse que era preciso contestar os cálculos e estimativas feitas pelo Ipea. Ele ainda afirmou que é preciso considerar alguns fatores importantes e que é necessário “olhar as premissas do estudo para não nos assustarmos”.
O ministro da Fazenda disse que entre os fatores que merecem destaque, que não estão nas estimativas do Ipea, estão as consequências que a Reforma Tributária terá sobre a sonegação e a evasão fiscal no país. Todavia, Fernando Haddad falou também sobre os cortes de impostos estabelecidos através da Reforma Tributária.
A princípio, é necessário ressaltar que o ministro da Fazenda diz que antes de se estabelecer uma alíquota de um imposto federal, como fez o Ipea, é preciso considerar algumas questões. Ele diz que no momento há uma transição, que deve começar no ano de 2026, “com uma alíquota baixinha para ver o impacto”.
Pesquisa do Ipea
Fernando Haddad falou sobre o levantamento do Ipea e disse que é positivo haver um estudo relativo às alíquotas do novo imposto federal. Ele diz ainda que não está no momento criticando o instituto, mas que é importante observar as suas premissas, para que nem o Governo Federal, nem a população brasileira, fiquem assustados com os cálculos feitos.
De acordo com a pesquisa realizada pelo Ipea, o texto da Reforma Tributária, aponta algumas exceções instituídas a alguns setores econômicos que podem trazer algumas consequências negativas para o crescimento esperado da economia brasileira. Haddad diz que o estudo apresenta um alerta para o Governo Federal.
Desse modo, é importante frisar que o texto original da Reforma Tributária trazia um desenvolvimento da economia brasileira de 5,75% até o ano de 2036. Entretanto, durante a votação, houveram algumas alterações feitas pelo grupo de trabalho responsável pelo texto, o que fez com que a estimativa caísse para 2,39%.




