Milhares de brasileiros buscam empréstimos todos os meses para pagar dívidas ou complementar a renda familiar. Para muitas pessoas, essa é uma grande solução para os problemas financeiros, pelo menos no curto prazo. O problema é que nem sempre a população fica atenta para os riscos envolvendo toda a operação.
Em resumo, existem diversas linhas de crédito disponíveis no país, com algumas delas apresentando juros mais reduzidos, enquanto outras têm taxas bastante elevadas. Por isso, o consumidor precisa estar por dentro de todas as condições oferecidas por cada linha de crédito.
De acordo com especialistas, os brasileiros devem passar longe de uma linha específica, porque ela é a mais cara do mercado. Trata-se do cartão de crédito rotativo, que é muito procurada pelas pessoas no Brasil.
Em março deste ano, os juros chegaram a 430,5% ao ano, segundo o Banco Central (BC). Em suma, esse nível é o mais elevado para a modalidade desde março de 2017 (490% ao ano), ou seja, em seis anos.
Contudo, mesmo com uma taxa bastante expressiva de juros, a população continua contratando o rotativo do cartão. O BC revelou que, no ano passado, as concessões de empréstimo pelo cartão de crédito rotativo para pessoas físicas bateram recorde no país, totalizando R$ 341,48 bilhões.
Entenda como funciona o rotativo do cartão
Em síntese, o rotativo do cartão de crédito é a linha pré-aprovada no cartão. Embora seja a linha de crédito mais cara do mercado, sua procura sempre se mostra bem elevada porque o crédito pode ser contratado por pessoas que não têm condições de pagar o valor total da fatura na data do vencimento.
Assim, o consumidor tem a possibilidade de pagar a fatura em dia, contando com o empréstimo. Apesar de parecer positiva, a linha de crédito pode causar ainda mais dor de cabeça aos consumidores devido aos juros mais altos do mercado.
As pessoas que contratam essa linha de crédito ainda podem fazer saques na função crédito do meio de pagamento. Em outras palavras, as vantagens oferecidas são bastante atraentes, mas os consumidores devem recorrer a alternativas com juros menores, que irão afetar de maneira menos intensa a renda familiar.
Vale destacar que, em caso de inadimplência do cliente, ou seja, quando a pessoa não paga a dívida, o banco deverá parcelar o saldo devedor. Além disso, a entidade financeira também poderá oferecer outra maneira para que o cliente quite a dívida, com condições mais vantajosas, no prazo de 30 dias.



