O Supremo Tribunal Federal (STF), formou maioria de seis votos na última quinta-feira (09) para anular uma lei estadual de Rondônia que proibiu o uso da denominada linguagem neutra nas escolas.
Linguagem neutra nas escolas
A ação que está sendo analisada é contrária à lei estadual de 2021 que proíbe a linguagem neutra na grade curricular das escolas e no material didático de instituições de educação, sejam elas, públicas ou privadas, além de editais de concursos públicos.
A votação está acontecendo em ambiente virtual em que os ministros votam no Sistema do STF. A votação segue até às 00h desta sexta-feira.
A Suprema Corte pode optar por proibir a lei, ou ainda, impedir que outras leis similares sejam aprovadas em outros estados do país.
Até este momento, votaram por considerar o texto inconstitucional o relator da proposta, ministro Edson Fachin, além dos ministros Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso. Os demais ainda não votaram.
A regra é que até o fim do julgamento, qualquer ministro pode pedir vista, isto é, mais tempo para análise. Podem ainda pedir destaque, que significa um pedido para que o debate aconteça no plenário físico da Corte.
Proposta da linguagem neutra
A ação foi enviada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee). Para a instituição, a lei é entendida como inconstitucional. O entendimento é de que a União é quem deve decidir sobre as normas de ensino, além disso, atacam os princípios fundamentais do país.



