Nesta segunda-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai sancionar um projeto de lei que estabelece um aumento permanente no salário mínimo e uma expansão na faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para Pessoa Física.
A cerimônia de sanção ocorrerá às 16h, onde Lula confirmou um reajuste do salário mínimo para R$ 1.320 e uma expansão da faixa de isenção do IR para R$ 2.640.
Além disso, o texto prevê que, a partir de 1° de janeiro de 2024, o reajuste do salário mínimo deverá seguir os mesmos critérios que vigoraram até 2015: atualização pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais a variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
A medida provisória que reajusta o salário mínimo já está em vigor desde o dia 1° de maio, mas a sanção presidencial agora torna a mudança permanente.
A política de reajuste do salário mínimo
Segundo o relator do projeto no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), a política de reajuste é a mesma adotada nos mandatos anteriores de Lula. Ele afirmou que a política “foi aplicada durante vários anos e teve consequências benéficas para as famílias e para a economia brasileira, pois o aumento do salário mínimo com ganho real implica em um volume maior de dinheiro no bolso do trabalhador, movimentando mais o comércio e trazendo prosperidade para todas as famílias“.
Por outro lado, o líder da oposição, o senador Rogerio Marinho (PL-RN), alertou que o aumento do salário mínimo afeta vários gastos públicos e que o governo precisa adotar uma postura adequada de responsabilidade fiscal.
Ele argumentou que o aumento real deveria ser analisado anualmente, respeitando o contexto de cada ano fiscal, para evitar criar uma “bomba fiscal” que poderia afetar os juros, o emprego e a inflação.


