Está oficialmente publicada a decisão final sobre o julgamento da Revisão da Vida Toda de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de divulgar o acórdão em que prevalece a tese definida no julgamento de dezembro de 2022.
Desta forma, fica confirmada a tese de que a Revisão da Vida Toda é válida, como foi definido pelos magistrados no final do ano passado. Na ocasião, o julgamento terminou em 6 votos a 5. O acórdão publicado na quinta-feira (13 de abril) conta com mais de 190 páginas confirmando oficialmente esta decisão. Nenhuma alteração foi feita.
“O segurado que implementou as condições para o benefício previdenciário após a vigência da Lei 9.876, de 26.11.1999, e antes da vigência das novas regras constitucionais, introduzidas pela EC 103/2019, tem o direito de optar pela regra definitiva, caso esta lhe seja mais favorável“, diz a tese.
Na prática, com a publicação desta decisão, os processos de revisão que estavam parados na Justiça podem voltar a tramitar normalmente. Isso acontece porque a decisão do STF tem repercussão geral e vale para todas as ações judiciais semelhantes que estavam paralisadas em vários tribunais inferiores do país.
O que é a Revisão da Vida Toda?
A Revisão da Vida Toda nada mais é do que uma ação de caráter judicial que tem como objetivo pedir a correção dos benefícios de aposentados. A ideia é exigir a inclusão do tempo de trabalho de antes do ano de 1994, quando o país trocou oficialmente de moeda.
Em suma, a revisão beneficia sobretudo as pessoas que recebiam e enviavam recolhimentos maiores antes da implementação do Plano Real. Ao corrigir a quantia da aposentadoria atual, é possível que estes cidadãos possam ganhar valores mais altos agora.
Quando a Revisão da Vida Toda é vantajosa?
Antes de entrar com o pedido de revisão, o cidadão precisa analisar se a ação será vantajosa. Isso porque, nem todas as pessoas que trabalharam e contribuíram com o INSS antes de 1994 podem ter um aumento.
Tudo vai depender do valor recolhido na época. Segundo analistas, o mais provável é que uma minoria de cidadãos nestas condições tenham algum tipo de vantagem ao corrigir a aposentadoria pelo sistema de vida toda.


