Notícias Concursos
Atualidades

Martelo batido, NOVA mudança no VALOR para quem compra na SHEIN e SHOPEE choca brasileiros

Por João Vitor Jacintho· 3 min de leitura

Atualizado em

HADDAD se arrepende e volta atrás sobre o fim da isenção das compras feitas na SHEIN e SHOPEE
HADDAD se arrepende e volta atrás sobre o fim da isenção das compras feitas na SHEIN e SHOPEE – Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal.

Publicidade

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou mais uma mudança: a isenção na taxa de importação de produtos de até US$ 50 (aproximadamente R$250) está de volta, o que surpreendeu os brasileiros. Segundo ele, a regra vale para transação entre pessoas físicas; Isso vai contra ao que ele havia proposto anteriormente.

Por ter tido uma repercussão desfavorável e até mesmo por ter diminuído a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a taxação que estava prevista para as compras internacionais de até US$ 50 não vai mais acontecer.

Haddad afirmou que a orientação de manter a isenção de US$ 50 para importações entre pessoas físicas foi do próprio presidente.

Haddad comenta sobre a isenção de US$ 50

Fernando Haddad explicou a visão do presidente Lula, dizendo que ele ordenou para que o Ministério da Fazenda “não misture” as regras de isenção para importações de produtos de até US$ 50 entre pessoas físicas com uma maior fiscalização por parte da Receita Federal.

Desta maneira, esta fiscalização seria a solução para a desobediência da lei e contrabando de produtos estrangeiros ao Brasil, que ocorre por parte das empresas de comércio eletrônico. Segundo o ministro, Lula afirmou que uma alteração nas regras poderia “prejudicar pessoas de boa fé que recebem encomendas do exterior até este patamar”.

Ele (o presidente) disse que não quer misturar o que valia até outro dia e o que está sendo feito para burlar essa regra, que uma empresa especificamente está fazendo”, afirmou Haddad, sem citar nomes. No entanto, as empresas em questão são a Shein, Shopee e Aliexpress, o que gerou grande repercussão.

Publicidade

Sendo assim, a isenção não irá deixar de existir para pessoa física, pois Lula decidiu resolver a questão de maneira administrativa, ou seja, coibir o contrabando através de maior fiscalização dos produtos.

Todavia, Haddad reconheceu a grande dificuldade de fiscalização de todos os possíveis contrabandos que ocorrem. Mesmo assim, o ministro afirmou que está estudando as possibilidades e soluções. “A decisão do presidente foi ontem, temos uma equipe debruçada sobre a decisão dele, para ver como coibir esse crime tributário”, afirmou.

Como ficam as regras daqui para frente?

Com a isenção de US$ 50 se mantendo, as coisas continuam como eram antes. Porém, agora haverá um reforço na fiscalização dos produtos estrangeiros, para combater a sonegação de impostos pelas empresas de e-commerce.

Caso a fiscalização funcione de forma ideal, todos os produtos serão taxados. Isso porque, a isenção de até US$ 50 é válida apenas para compras de produtos estrangeiros feitas entre pessoas físicas.

Desta forma, empresas como Shein, Shopee e Aliexpress nunca poderiam ter vendido seus produtos sem impostos no mercado brasileiro. Na prática, elas utilizam desta isenção para burlar as regras e não taxar os produtos.

Neste cenário, Haddad quis retirar esta isenção para pessoas físicas, visando solucionar o problema, o que gerou grande repercussão e críticas. Mas, como mencionado, Lula preferiu resolver a situação através de maior fiscalização para os produtos importados.

De acordo com o presidente, a intenção é não prejudicar quem é beneficiado pela isenção de até US$ 50 para compras entre pessoas físicas.

Publicidade

João Vitor Jacintho

Escrito por

João Vitor Jacintho

Graduando em engenharia química, atua na função de Redator do portal Notícias Concursos na aba de economia, com mais de 2 mil artigos publicados.

Ver todos os artigos de João Vitor Jacintho →

Deixe seu comentário

Veja também