O Conselho Federal de Medicina apresentou uma série de regras sobre publicidades que podem ser feitas por médicos no Brasil. O anúncio das novas normas foi realizado na manhã desta terça-feira (12), na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A ideia é criar limitações para este tipo de publicidade no país.
De uma maneira geral, a documentação indica apenas para um processo de atualização em relação ao texto que já estava em vigência. Abaixo, listamos os principais pontos de mudança na documentação que controla a veiculação de publicidade médica no Brasil.
Redes sociais
Médicos poderão divulgar os seus trabalhos em redes sociais? Sim. De acordo com a nova regra apresentada pelo CFM, o profissional poderá usar estas redes para divulgar os equipamentos que são disponibilizados em seu consultório, e também poderá utilizar as imagens de seus pacientes.
Mas a utilização das imagens destas pessoas precisa ser previamente autorizada, e o uso destes posts deve cumprir apenas uma função educativa.
- o material deve estar relacionado à especialidade do médico;
- a foto deve vir acompanhada de texto educativo, contendo indicações terapêuticas e fatores que possam influenciar negativamente o resultado.
Antes e depois
Segundo as novas normas, médicos do país poderão seguir postando o chamado antes e depois dos seus pacientes. Esta é uma prática mais comum entre os profissionais esteticistas, que podem mostrar o antes e o depois de um paciente que passa por uma cirurgia estética. Desde que o cidadão autorize, a imagem poderá ser publicada.
“Demonstrações de antes e depois devem ser apresentadas em conjunto com imagens contendo indicações, evoluções satisfatórias, insatisfatórias e possíveis complicações decorrentes da intervenção”, diz o Conselho.
Garantia de resultado
Sob nenhuma hipótese, o médico vai poder usar publicidade para prometer algum resultado. Desde o início do procedimento, o profissional precisa deixar claro que cada organismo reage de uma maneira diferente aos estímulos.
Preço das consultas dos médicos
O médico também poderá publicar outras informações nas suas redes sociais, como os preços das consultas dos valores que ele está cobrando atualmente. O CFM entendeu que não há nenhum tipo de prejuízo na publicação desta informação.



