A nova regra fiscal, ou arcabouço fiscal, se trata de um conjunto de normas que vai atualizar o teto de despesas, bem como, outras definições sobre gastos públicos.
Dessa forma, o propósito é garantir a alocação de recursos em áreas consideradas prioritárias e permitir o aumento dos investimentos públicos sem comprometer o equilíbrio das finanças governamentais.
Assim, poderá ser restabelecido as restrições compulsórias de gastos governamentais. Todavia, o presidente Lula solicitou que o Bolsa Família e o Salário Mínimo tivessem isenção nesse sentido.
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Como funciona a nova regra fiscal e a inclusão de gatilhos?
A proposta da nova regra fiscal é substituir o antigo arcabouço que se trata de um conjunto de medidas, diretrizes e critérios que orientam a política fiscal de um país, abrangendo o controle de despesas e receitas.
Cláudio Cajado, deputado relator do arcabouço fiscal na Câmara dos Deputados, elaborou uma proposta que prevê, a retomada dos bloqueios compulsórios de gastos governamentais. Todavia, sem incluir a previsão de crime de responsabilidade em caso de descumprimento das metas.
Dessa forma, modificariam as disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Porém, ao invés disso, o deputado propõe a adição de gatilhos para conter os gastos públicos.
Esse é um mecanismo que consiste em limitações impostas ao poder público. Dentre elas, restrições à realização de concursos públicos, aumento de despesas obrigatórias, reajuste salarial dos servidores públicos e até mesmo do salário mínimo.
“Isso dá os instrumentos necessários para que você possa, nesse acompanhamento, ir ajustando as contas. Obviamente que existe a possibilidade de você acionar gatilhos como contingenciamentos. Isso também está posto na mesa, estão sendo estudadas“, disse Cajado à TV Globo sobre a implementação de gatilhos.
Isenção do Bolsa Família e do Salário Mínimo a essas sanções
Na segunda-feira, 15, durante uma reunião com sua equipe, Lula definiu que quer aprovar a nova regra fiscal ainda nesta semana. Inclusive, aceitou a proposta do deputado Cláudio Cajado e a implementação dos gatilhos.
Por exemplo, o presidente concorda em não oferecer aumentos salariais reais aos servidores públicos, suspender concursos públicos e não permitir novos benefícios e incentivos fiscais.


