Recentemente, o governo tomou medidas significativas para garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres no ambiente de trabalho. A publicação das diretrizes no Diário Oficial da União, nesta última segunda-feira, marca um passo crucial na execução e fiscalização da Lei da Igualdade Salarial (14.611/2023) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Novas regras e critérios: empregadores serão obrigados a prestar contas sobre igualdade salarial
Em suma, as novas regras, que entrarão em vigor a partir de dezembro, estabelecem critérios claros para empresas e instituições complementarem as informações necessárias para evitar discriminação salarial. Os relatórios, já previstos na legislação, serão desenvolvidos pelo governo a partir dos dados fornecidos pelos empregadores.
Em suma, essas informações serão reunidas em um novo campo no Portal Emprega Brasil, dedicado exclusivamente a dados sobre igualdade salarial e critérios remuneratórios. Além disso, o Ministério utilizará dados do eSocial, o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, para uma visão abrangente.
Coleta e divulgação de dados
Em suma, o Ministério do Trabalho e Emprego coletará esses dados anualmente nos meses de março e setembro, visando atualizações constantes. Em contrapartida, fevereiro e agosto serão os meses designados para que os empregadores forneçam informações complementares nos sistemas.
Desse modo, as empresas e instituições serão obrigadas a publicar esses relatórios em seus canais eletrônicos, como sites e redes sociais, a fim de garantir acesso aos trabalhadores e ao público em geral.
Procedimentos em caso de irregularidades
Conforme informações oficiais, no caso de identificação de qualquer irregularidade, as empresas terão um prazo de 90 dias, após a notificação da Auditoria-Fiscal do Trabalho, para elaborar um Programa de Medidas para Redução da Disparidade Salarial e de Critérios de Remuneração entre Gêneros. Sendo assim, este documento deverá conter medidas específicas para resolver o problema, incluindo prazos e métodos para medir resultados.
Regulamentações e penalidades
Uma nova regulamentação será estabelecida para definir os instrumentos e critérios de fiscalização. No entanto, a legislação já prevê punições para casos em que mulheres recebem menos do que homens exercendo a mesma função.




