O aumento dos encargos federais nos combustíveis contando da última quinta-feira (29) resultará em um novo aumento na gasolina. Conforme um levantamento realizado pela Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes), estima-se que valor do combustível suba R$ 0,34 por litro para os consumidores finais devido ao restabelecimento de alíquotas anteriores.
A razão para esse aumento na gasolina é o término da vigência, na quarta-feira (28 de junho), da medida provisória (MP) editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em fevereiro. Essa MP estabelecia alíquotas parciais para o PIS/Cofins incidentes na gasolina, etanol e GNV. Tal medida mantinha também a Cide zerada. Então, a cobrança dos impostos retornará ao padrão anterior.
A expectativa seria da cobrança integral do PIS/Cofins retornasse somente em 1º de julho, conforme estipulado pela MP 1.163/2023. Mas, como tal medida não teve votação e perdeu a validade na última quarta-feira (28), a reintegração desses tributos antecipou-se em dois dias, conforme informado pela Fecombustíveis, CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura) e IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo).
Calcula-se que o valor da gasolina aumente R$ 0,27 devido à nova alíquota do PIS/Cofins, mais R$ 0,07 em decorrência do retorno da Cide, com um total de R$ 0,34 por litro, conforme os cálculos feitos pela Fecombustíveis. Em se tratando do etanol, estima-se o impacto de R$ 0,22 por litro. Quanto ao GNV, o preço deve subir 9,25%.
Esse aumento será uniforme para os estados, pois a mudança refere-se aos tributos federais. Contudo, a Fecombustíveis diz que tais impactos variarão, já que o preço dos combustíveis é livre e o governo acaba não regulando os preços. Dessa forma, cada revendedor é que define o valor dos produtos segundo a realidade e a dinâmica que tem o mercado local.

Entenda o aumento da gasolina
O PIS/Cofins foi eliminado no mês de junho de 2022 em uma tentativa de Jair Bolsonaro, ex-presidente, de conter a elevação dos preços de combustíveis antes de começar as eleições. Essa medida, que expiraria em 1º de janeiro, foi prorrogada por Luiz Inácio por mais dois meses, de forma que os tributos ficaram isentos no começo do ano.



