O ingresso da Pinduoduo – que é a plataforma de serviços digitais chinesa – dentro do e-commerce nacional já está sendo noticiado. Isso acontecerá, pelo visto, através da Temu, que se destacou recentemente nos noticiários.
A Receita Federal recebeu o pedido da empresa a respeito da certificação no Remessa Conforme. Isso permitirá que mercadorias sejam importadas com o valor menor de US$ 50 sem o pagamento de tributos de importação. A incidência será de 17% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Temu é aguardada no Brasil desde 2023
A chegada da Temu no Brasil e sua participação no mercado nacional já era esperada desde 2023. Não é à toa que os efeitos relacionados com as varejistas atuantes hoje em dia já estavam sendo observados.
A XP, no relatório do mês de agosto de 2023, ressaltou quais eram os pormenores do perfil da Temu. Atuando de forma diferente que a Shein – grande plataforma do setor de moda -, por exemplo, a chinesa é reconhecida pelo sortimento das categorias mais amplo. Ela tem mais de 30 categorias de produtos, por exemplo, vestuário, casa, brinquedos, eletrônicos, etc.
Ademais, seu valor está mais próximo que o praticado pela Shopee, mas, com o modelo de negócios parecido com o da Shein. Isso, de certa forma, ajuda os fabricantes chineses no entendimento amplo das necessidades dos consumidores, considerando maior eficiência e precisão.
O app da Temu já pode ser baixado nas lojas de apps no Brasil, no entanto, as compras não estão disponíveis ainda. O app, em pouco tempo, conseguiu mais de 3 milhões de avaliações de usuários brasileiros, tendo a média de 200 mil downloads por mês.
No sentido global, a empresa já projetou em vendas, cerca de US$ 60 bilhões apenas neste ano, o que inclui as vendas próprias e o marketplace. Isso é mais do que o triplo do valor obtido em 2023, segundo a mídia chinesa.
Segundo informações, o Santander afirmou que a chegada da Temu em território nacional em 2024 foi muito esperada. Assim, se a isenção dos impostos de importação nas compras de valor menor que US$ 50 continue, talvez haverá efeitos negativos dentro do setor varejista. Isso porque o risco do aumento de concorrências nos players transfronteiriços se materializaria. Mas, acredita-se que Magazine Luiza, Shopee e Mercado Livre, por exemplo, grandes operadores do mercado online, talvez sofrerão maior impacto.




