Dos mais de 400 deputados federais que votaram na PEC dos Benefícios na Câmara na noite desta terça-feira (12), apenas 14 votaram contra a ideia do Governo Federal. No fim do dia, a matéria recebeu 393 votos favoráveis e contou com o apoio até mesmo de boa parte dos partidos de oposição que criticavam o conteúdo da proposta.
A maioria dos parlamentares que votaram contra a PEC são de partidos de direita ou de centro-direita. Dos 14 votos contrários, seis foram do partido NOVO. Desde o início da tramitação do documento, a agremiação política em questão vem fazendo coro contra a ideia de aumentar e criar auxílios sociais em pleno ano de eleição.
Apenas um deputado federal do PT está entre os 14 que votaram contra a proposta. Trata-se de Frei Anastácio (PT-PB). Ele afirma que o documento tem cunho eleitoral. Joice Hasselmann (PSDB-SP) e Kim Kataguiri (UB-SP) também votaram contra o texto alegando que ele poderia trazer complicações para as contas públicas do país.
Veja abaixo a lista dos 14 nomes que votaram contra a PEC:
Adriana Ventura (Novo-SP)
Alexis Fonteyne (Novo-SP)
Felipe Rigoni (União-ES)
Frei Anastácio (PT-PB)
Gilson Marques (Novo-SC)
Guiga Peixoto (PSC-SP)
Joice Hasselmann (PSDB-SP)
Kim Kataguiri (União-SP)
Lucas González (Novo-MG)
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Marcelo Calero (PSD-RJ)
Pedro Paulo (PSD-RJ)
Tiago Mitraud (Novo-MG)
Vinicius Poit (Novo-SP)
PEC ainda não foi totalmente aprovada
É importante lembrar que a PEC dos Benefícios ainda não foi totalmente aprovada na Câmara dos Deputados. Pelas regras gerais, o texto precisa de aprovação de, ao menos, 308 parlamentares em dois turnos. A votação da noite desta terça (12) foi válida apenas para o 1º turno. A segunda parte da sessão está marcada para acontecer nesta quarta-feira (13).
É justamente hoje que os deputados começam a debater os destaques da PEC. Segundo informações da imprensa, parlamentares de oposição tentarão se organizar para tentar barrar o trecho que cita o acionamento do estado de emergência. Partidos de esquerda acreditam que Bolsonaro poderia fazer uso político do processo.



