Se depender da cúpula do Congresso Nacional, a PEC dos Benefícios será oficialmente promulgada até a próxima sexta-feira (15). O caminho é visto como o mais curto para o início dos pagamentos turbinados de programas sociais como o Auxílio Brasil e o vale-gás nacional. Caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) precisasse sancionar, o processo poderia demorar mais de 15 dias.
Ao promulgar o texto no próprio Congresso Nacional, a validade da matéria já passam a ter efeito. Assim, as mudanças previstas no documento já começariam a valer de fato. Inclua, por exemplo, o aumento no valor do Auxílio Brasil dos atuais R$ 400 para R$ 600 e do vale-gás nacional de R$ 53 para R$ 120.
No entanto, é importante lembrar que mesmo que a PEC seja promulgada até o final desta semana, boa parte dos efeitos da mesma somente seriam sentidos a partir das próximas semanas. A ideia é que o valor de R$ 600 do Auxílio Brasil só comece a valer de fato em agosto. Assim, as liberações turbinadas seguiriam até dezembro.
Por outro lado, uma promulgação mais rápida poderia ter efeito na criação do voucher de R$ 1 mil para os caminhoneiros, que também está previsto na PEC. No início desta semana, membros do Governo Federal sinalizaram que poderiam adiantar o começo dos repasses para este público ainda para este mês de julho.
A grande maioria das mudanças previstas na PEC dos Benefícios já tem prazo de validade. O texto aponta que as alterações duram apenas até o final deste ano, ou seja, até pouco depois das eleições. Da maneira como está desenhado agora, o texto prevê que a partir do ano de 2023, todas as regras voltam para o seu estágio natural.



