O Ministério do Trabalho e Previdência informou nesta semana que o Brasil criou 180 mil postos de trabalho formal em abril de 2023. O resultado mostra que o país registrou bem mais admissões que demissões no quarto mês do governo Lula.
Embora os dados sejam expressivos, a quantidade de vagas formais de emprego geradas em abril foi 12,4% menor que a observada no mesmo mês de 2022. A propósito, o Brasil criou 205,49 mil empregos no quarto mês do ano passado.
Os dados mais fracos neste ano não estão restritos a abril. A saber, o governo Lula vem enfrentando desafios quando o assunto é geração de emprego, registrando resultados inferiores aos do mesmo período de 2022.
De acordo com os dados do Caged, o mercado de trabalho brasileiro teve os seguintes números em abril deste ano:
- Contratações: 1,865 milhão;
- Demissões: 1,685 milhão.
Com o acréscimo do resultado de abril, o Brasil passou a registrar um saldo de 43,15 milhões de empregos com carteira assinada. Em suma, o valor superou em 0,4% o saldo observado em março (42,97 milhões). Já na comparação anual, o avanço foi ainda maior, de 4,6%. Em abril do ano passado, o Brasil tinha um saldo de 41,24 milhões de empregos com carteira assinada.
Pandemia afundou o mercado de trabalho brasileiro
Em 2020, a pandemia da covid-19 afundou o mercado de trabalho global, inclusive o brasileiro. No país, houve demissões em massa, redução de jornada de trabalho e diminuição da remuneração dos empregados.
Isso aconteceu porque os primeiros meses da pandemia ficaram marcados pelo incentivo ao distanciamento social. Dessa forma, muitas pessoas se isolaram em casa, reduzindo o consumo no país em diversas áreas consideradas não essenciais.
Isso resultou no fechamento de 192,5 mil vagas com carteira assinada em 2020. Em síntese, esse resultado foi péssimo para o Brasil e um forte baque para o mercado de trabalho do país. Aliás, o Brasil encerrou 2020 com um saldo de postos formais de trabalho de apenas 38,559 milhões, número 10,6% menor que o observado em abril deste ano.
Em 2021, a situação começou a mudar com a melhora do quadro sanitário. Isso porque muitos trabalhadores foram recontratados ou conseguiram novas ocupações profissionais no país, impulsionando a economia brasileira.
Naquele ano, houve um crescimento bastante expressivo no número de empregos formais criados no Brasil, principalmente por causa da fraca base comparativa de 2020. Esse cenário de crescimento se fortaleceu em 2022, com o país criando mais de 2 milhões de postos formais de emprego.
Todos os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A propósito, vale destacar que não é mais adequado fazer comparações com os dados referentes a anos anteriores a 2020, pois o governo federal do ex-presidente Jair Bolsonaro modificou a metodologia do levantamento.



