Brasileiros que tomam cerveja podem ser afetados. O Governo do Presidente LULA está avaliando a possibilidade de aumentar a taxação de impostos para produtos como cigarro, álcool e alimentos ultraprocessados. A proposta está partindo do Ministério da Saúde, que deseja que os cidadãos tenham que pagar um pouco mais de tributos para ter acesso aos produtos citados. A ideia é realizar as alterações dentro da Reforma Tributária.
Hoje, alguns alimentos como macarrão instantâneo e os nuggets possuem uma isenção de impostos como IPI e ICMS. Pessoas ligadas à órgãos de promoção da saúde argumentam que o atual sistema não seria justo, porque tais produtos que fazem mal à saúde acabam pagando menos tributos do que os alimentos orgânicos, que trariam mais benefícios para a saúde do consumidor.
Na prática, o cidadão acabaria tendo mais facilidade de levar para casa os produtos que podem trazer complicações para os seus corpos em um futuro próximo. No final da linha, o Ministério entende que esta conta chegaria ao Governo de toda forma, já que os doentes teriam que ser atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Brasileiros que bebem cerveja podem ser afetados
Os brasileiros que consomem cerveja podem sofrer um grande impacto com a decisão do aumento da taxação de impostos, visto que o Governo Federal avalia aumentar a taxa de tributação do álcool. No Brasil, o consumo de cerveja tem apresentado um aumento contínuo, graças ao retorno de eventos culturais e esportivos, além da crescente diversidade de marcas e tipos de cerveja disponíveis no mercado.
Dados recentes apontam para um crescimento de 8% no consumo em 2022, em comparação ao ano anterior. Essa tendência coloca o país como o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.
Esse crescimento também tem reflexos diretos no faturamento do setor, que aumentou 19,8% em 2022, atingindo R$ 277,4 bilhões. Esses números colocam a indústria da cerveja como responsável por 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o que demonstra sua importância na economia nacional.
O cigarro
Um dos pontos que mais vem preocupando o governo é o preço do cigarro. Ele está travado em um mesmo patamar, ou seja, sem aumento desde o ano de 2016. A avaliação é de que como o produto está com um preço relativamente mais baixo, ele acaba sendo um convite para que pessoas mais jovens comecem a fumar, e passem a ter grandes chances de complicação no pulmão e em outros órgãos do corpo.
A representante da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Letícia Cardoso, esteve no Congresso Nacional para debater o tema. De acordo com ela, a situação do preço do cigarro preocupa porque os dados mais recentes mostram que há um crescimento no número de doenças relacionadas ao uso do tabaco.



