A Petrobras enfrenta um momento crucial em sua trajetória, uma vez que o preço do petróleo atingiu suas máximas desde abril, alcançando US$ 84 o barril.
Diante disso, a empresa está sendo testada em relação à sua nova política de preços, anunciada em maio, que busca considerar os custos internos de produção, preços dos concorrentes e parcelas de combustíveis produzidas ou compradas no exterior.
Contudo, analistas veem os preços descontrolados das cotações internacionais, gerando dúvidas sobre a necessidade de elevar os preços dos combustíveis.
A nova política de preços e os desafios
A nova política de preços implementada pela Petrobras tem sido amplamente monitorada pelos investidores. Pois os preços da gasolina e diesel estão cerca de 20% abaixo das cotações internacionais.
Em suma, isso tem gerado preocupações sobre o impacto de manter os preços baixos na rentabilidade da estatal. Dessa forma, trazendo à memória os tempos de combustíveis subsidiados que afetaram negativamente a empresa no passado.
Além disso, o Bradesco BBI tem sido questionado sobre a possibilidade de a Petrobras aumentar o preço da gasolina. Apesar da nova política da empresa sugerir não vender abaixo do custo marginal de produção, próximo à paridade de exportação.
Contudo, os analistas do BBI acreditam que a Petrobras está vendendo a gasolina abaixo do seu valor marginal (VM), sugerindo a necessidade de ajuste dos preços para cima. Assim, situando-se em torno de US$ 95 o barril, enquanto a estatal tem vendido a US$ 86.
Impactos políticos e sociais
Em resumo, aumentar os preços dos combustíveis pode gerar ruído político e preocupações sobre possíveis consequências políticas. No entanto, os preços da gasolina na bomba têm caído desde o pico de R$ 7,50 o litro no ano anterior para R$ 5,60 o litro atualmente.
Assim, a teoria por trás da nova política de preços aponta que a Petrobras precisaria aumentar os preços em cerca de R$ 0,30 o litro, o que não seria um aumento significativo. Embora a gestão da Petrobras tenha introduzido uma política de valor marginal, estima-se que a empresa esteja cobrando R$ 0,65 a menos pela gasolina do que a paridade internacional.




