A aprovação do novo piso nacional dos professores da educação básica, fixado em R$ 5.130,63, reacendeu em 2026 a disputa por valorização salarial no Congresso.
O reajuste de 5,4% concedido à categoria estimulou outras profissões a pressionar por pisos próprios. Médicos, assistentes sociais, garis e policiais militares já têm propostas em tramitação no Senado e na Câmara.
Confira a seguir quais categorias podem ser contempladas, os valores em discussão e o principal entrave para que os projetos saiam do papel.
Como o novo piso dos professores reacendeu o debate
No início de 2026, o Senado aprovou a elevação do piso para professores da rede pública de educação básica para R$ 5.130,63, a partir do próximo ano letivo.
A decisão ocorreu após anos de pressão e discussões, trazendo um reajuste de 5,4% sobre o valor anterior. O movimento impulsionou outras categorias a apresentar suas demandas por atualização salarial, num contexto em que servidores reivindicam reconhecimento e melhores condições de trabalho.
Principais profissões com propostas de reajuste em andamento
Médicos e dentistas
Projetos como o PL 1.365/2022 propõem um piso salarial de R$ 13.662 para médicos e cirurgiões-dentistas em uma carga de 20 horas semanais. O texto também sugere reajuste anual pelo IPCA e adicionais para trabalho noturno, buscando alinhar remuneração e realidade do setor.
Assistentes sociais
Outro grupo com expectativa de valorização é o dos assistentes sociais, que aguardam aprovação do projeto que fixa piso de R$ 5.500 para 30 horas semanais, com reajustes anuais calculados a partir do INPC. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e agora depende de avanços nas casas legislativas.
Garis e margaridas
Trabalhadores de limpeza urbana e coleta de resíduos sólidos também podem ter um novo piso estabelecido. De acordo com o PL 4.146/2020, o salário mínimo para garis e margaridas pode chegar a R$ 3.036, após aprovação da Câmara e análise pendente no Senado.




