Em meio a um ano desafiador para as empresas de varejo, as plataformas de e-commerce devem encerrar o ano de 2023 com uma movimentação financeira que ultrapassa a marca de US$ 275 bilhões. Estudos indicam que grande parte das movimentações foram feitas via Pix.
Contrariando a tendência de retração na parcela de pagamentos de comércio eletrônico feitos por meio de cartões, um destaque no cenário é a ascensão do Pix como meio de pagamento. O relatório divulgado pela PagSeguro aponta uma previsão de crescimento do Pix de 17% para 19% no período entre 2023 e 2026.
Este método de pagamento tornou-se crucial para o varejo e conquistou uma posição de destaque nas transações online. De acordo com a publicação, o Pix já representa significativos 17% de todas as vendas on-line na América Latina, embora esteja disponível apenas no Brasil.
“Hoje o Pix representa 29% do volume de comércio eletrônico no Brasil – atrás apenas dos cartões de crédito nacionais, que possuem uma participação de 40%. Em alguns setores e contextos específicos, as taxas podem ser ainda maiores. Considerando apenas os pagamentos processados no PagSeguro, por exemplo, o Pix pode representar até 50% do faturamento dos lojistas nos volumes de vendas on-line, dependendo da vertical e do ticket médio”, diz o relatório.
Tendências em pagamentos eletrônicos
Em um cenário dinâmico de evolução nos métodos de pagamento online, o relatório da PagSeguro indica uma nova tendência, os ‘bank transfers’, que englobam pagamentos instantâneos de outros países. A publicação destaca que os métodos de pagamento instantâneo consolidaram-se como os mais relevantes para os próximos anos na região.
Ao mesmo tempo, a participação dos cartões de crédito nos pagamentos de comércio eletrônico na região como um todo vem diminuindo. Apesar dessa redução, a modalidade de pagamento ainda mantém a liderança entre os métodos mais utilizados para pagamentos online, graças a opção de parcelamento.



