O Ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), quebrou o silêncio e falou pela primeira vez sobre a Preço de Paridade Internacional (PPI) na definição do valor do combustível no Brasil. Segundo o chefe da pasta econômica, é preciso ter calma para debater o tema e dar transparência para a Petrobras.
“O PPI é uma coisa complicada, não é uma coisa que você muda em duas semanas. Exige estudo. Nós somos dependentes de importação de derivados, tem muitos importadores atuando”, disse ele. Nos últimos dias, tal política foi criticada por diversos membros do PT, inclusive a presidente do partido, Gleisi Hoffmann.
A declaração de Haddad acontece apenas um dia depois de a Petrobras anunciar a redução dos preços da gasolina e do diesel vendidos a distribuidoras de todo o país. Agentes do mercado financeiro entenderam o movimento como a primeira intervenção mais forte do governo Lula no sistema de definição da estatal.
“Não estamos tendo sucesso, até aqui, em dar maior transparência à tomada de decisão da empresa em relação a esse tópico (política de preços da estatal)”, afirmou o ministro em entrevista ao portal Uol nesta quarta-feira (1). Segundo Haddad, alguns estudos estariam indicando que o preço estava acima do PPI.
“O preço dos gás está bastante acima do PPI. Nós vamos checar isso”, disse o Ministro, sem indicar que o sistema vai acabar ou não. Vale lembrar que durante a campanha presidencial do ano passado, o presidente Lula chegou a criticar em diversas ocasiões o sistema de paridade internacional para definição do preço do combustível.



