Para o Procon-SP as mudanças anunciadas pelo Banco Central (BC) nas regras do Pix, apresentadas no último dia 27 de setembro, são um avanço. No entanto, a entidade que atua na defesa dos direitos do consumidor considera que ainda não é o suficiente para inibir a prática de crimes e nem garantem mais segurança no Pix. O BC anunciou a possibilidade de bloqueio do valor transferido via Pix por até 72 horas, dependendo do horário, dia e perfil do consumidor.
LEIA MAIS: Banco Central informa que ocorreu vazamento de 395 mil chaves PIX
Basicamente, se uma pessoa faz uma transferência com um valor fora do habitual em um horário duvidoso, o Banco Central pode bloquear a transferência por este prazo caso suspeite de um crime. Procedimentos parecidos já ocorrem em compras online, por exemplo.
No entanto, o Procon-SP não acredita ser o suficiente. “Essa iniciativa ajuda a minimizar os golpes aplicados, mas não resolve questões como sequestro relâmpago ou latrocínio”, afirma Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP.
Na reunião que acontecerá em 5 de outubro com o Banco Central, o Procon-SP defenderá algumas medidas que trarão mais segurança aos consumidores, como o limite no valor das transações de mil reais por mês. O consumidor poderá solicitar a alteração desse limite, mas a mudança só poderá ser realizada após 48 horas. Já as transferências de valores superiores a 1 mil reais poderão ser feitas somente para contas que estejam pré-cadastradas há pelo menos 24 horas.
Outras medidas propostas
O Procon-SP ainda trabalha em outras propostas para aumentar a eficiência do novo meio de pagamento. A entidade sugere, por exemplo, que somente consumidores que já tenham se cadastrado e consentido expressamente com o uso da ferramenta poderão fazer as transferências; os novos usuários só poderão começar a operar com a chave Pix após o prazo de 30 dias.
O Procon-SP também defende que o Banco Central crie uma lista geral de usuários Pix cujas contas foram utilizadas para prática de crimes, esses usuários ficarão impedidos de realizar transações e de criar novas chaves Pix em qualquer instituição financeira.



