Cada vez mais aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão aderindo ao consignado. Ao menos é o que apontam os dados oficiais do Banco Central (BC). Em janeiro, o volume de contratação bateu recorde e atingiu a marca de R$ 230,5 bilhões contratados por este público.
O BC afirma que este é o maior valor já registrado para este tipo de contratação para segurados do INSS. Quando se considera o acumulado dos últimos 12 meses, o volume teve uma alta de 20%, sendo este mais um indício de que cada vez mais pessoas estão aderindo ao formato de crédito.
Para se ter uma ideia do aumento, o BC comparou os números de janeiro deste ano, com os de janeiro do ano passado. No início de 2022, o volume contratado no consignado foi de R$ 192 bilhões. Houve, portanto, uma elevação de R$ 38 bilhões quando se compara apenas o mês específico.
O consignado é uma espécie de crédito em que o cidadão recebe o dinheiro e passa a ter que pagar a dívida na forma de descontos diretos na conta. Quando um aposentado solicita o dinheiro, por exemplo, passa a receber a sua aposentadoria com descontos até que consiga quitar a despesa por completo.
Como é uma opção de crédito descontado diretamente na folha, os bancos costumam considerar que há pouco risco de não pagamento. Desta forma, a taxa de juros exigida costuma ser mais baixa em relação a que se vê em outras modalidades de empréstimo. O atual teto da taxa de juros do consignado é de 2,14%.
Nova taxa já foi aprovada
No início desta semana, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou a redução deste teto da taxa de juros. A ideia é que a partir de agora este limite passe dos atuais 2,14% para 1,70% ao mês no crédito pessoal.


