Na noite da última segunda-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionava a Medida Provisória (MP) que cria a nova política nacional de valorização do salário mínimo.
Trata-se de uma nova regra de definição do valor dos pagamentos base para os trabalhadores ativos, além de boa parte dos aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Mas afinal de contas, o que é a nova regra de reajuste do salário mínimo, e como este novo formato impacta a vida de milhões de pessoas ao redor do país?
Segundo o governo federal, o novo sistema vai garantir que o trabalhador brasileiro ganhe sempre um aumento real no valor. Entenda.
O que é o aumento real do salário?
Sabe aquela história de que “o salário aumenta, mas o preço de tudo também aumenta”? O ditado popular tem razão neste ponto. Isso ocorre por causa da inflação. Os preços dos serviços e produtos são elevados e o salário é elevado na mesma proporção, fazendo com que o cidadão não sinta diferença no aumento do seu salário.
O aumento real ocorre quando o governo federal decide conceder uma elevação para além da inflação do ano anterior, ou seja, o valor piso sobe para além do aumento do preço dos produtos e serviços. Assim, o cidadão vai aumentar o seu poder de compra, já que ele vai passar a poder comprar mais itens do que costumava comprar antes.
Aumento real indica aumento do poder de compra. Imagem: Geraldo Bubniak/AENQual é a regra atual?
Hoje, a Constituição já exige que o salário mínimo seja elevado pelo governo federal todos os anos. Atualmente, a ideia é que o poder executivo eleve o valor do salário de acordo com a inflação do ano anterior, para que o trabalhador não perca o poder de compra e consiga completar ao menos a reposição da inflação.
Se o governo quiser, ele pode conceder um aumento para cima da inflação, o que seria o chamado aumento real. Mas se ele não quiser, não precisa conceder este aumento extra. No final das contas, tudo vai depender da decisão orçamentária do presidente.



