Após pressão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que a PEC Emergencial está mantida na pauta da sessão desta quinta-feira (25), mas o texto não necessariamente deve ser votado. A hipótese é que o texto, em primeiro momento, seja apenas discutido.
A PEC é um importante mecanismo para a volta do auxílio emergencial, por outro lado tem sofrido críticas e pressões pois acaba mínimos constitucionais para gastos com saúde e educação. Em outras palavras, a PEC desobriga que sejam investidas quantidades mínimas nestes dois setores, o que, de acordo com parlamentares e entidades contrárias, poderia gerar um colapso por falta de recurso posteriormente.
Por estes motivos, Pacheco levantou a possibilidade de “fatiamento da PEC”, votando somente a volta do auxílio emergencial. “Não avaliamos isso ainda, mas, eventualmente, pode ser uma possibilidade”, relatou*.
O fatiamento pode ser uma forma de conter as críticas e ceder a pressão, por outro lado, poderia ser uma forma de derrota para o ministro da Economia, Paulo Guedes.
PEC e o fim dos tetos mínimos
Para reecriar o auxílio emergencial, o impasse do teto de gastos e de recursos suficientes sempre foi levantado por representantes do governo federal. Neste cenário, o relator da PEC, Marcio Bittar (MDB-AC), propos que a obrigatoriedade dos gastos mínimos com saúde e educação deixassem de existir. Desta forma, o Congresso ficaria responsável por definir os repasses mínimos.



