A polêmica envolvendo o fim da isenção da taxação de importados de até US$ 50 continua. Nesta semana, a Receita Federal lançou mais uma nota sobre o tema. De acordo com o anúncio, o cidadão que decidir pagar o imposto de produtos chineses de forma antecipada vai conseguir uma espécie de vantagem.
“Com a declaração antecipada, a mercadoria poderá chegar ao Brasil já liberada – pelo canal verde – podendo seguir diretamente para o consumidor”, diz a nota da Receita Federal. Na prática, eles afirmam que as pessoas que pagarem o imposto antecipadamente receberão os seus pacotes com mais rapidez, já que eles não precisarão parar na alfândega.
A decisão poderá ter efeito em compras de produtos de empresas como Shein, Shopee e AliExpress. Em condições normais, os produtos destas e de outras companhias internacionais precisam passar pelo chamado desembaraço aduaneiro, que para a grande maioria dos clientes, acontece na cidade de Curitiba, no Paraná, fazendo com que a entrega demore mais do que o normal.
Atualmente, o valor cobrado pelo imposto de importação para compras abaixo dos US$ 50 é equivalente a 60% sobre o valor total da compra, ou seja, o valor aduaneiro, que corresponde ao preço do produto com o frete. Se, por exemplo, uma encomenda custa R$ 100 com o frete, o cidadão vai precisar pagar mais R$ 60, além do valor do produto.
“As mudanças vão beneficiar o consumidor que vai receber suas compras on-line mais rápido, com mais segurança e qualidade”, seguiu a Receita Federal em outra nota. “Os produtos terão o processo de liberação agilizado, a partir das informações prestadas pelo vendedor legal”, completa o texto.
A divulgação desta nova nota acontece justamente em um momento em que há uma pressão contra a decisão do Ministério da Fazenda de acabar com este nível de isenção.
Primeira-dama entrou na discussão
No meio de toda a polêmica envolvendo o início da taxação para pessoas físicas, a primeira-dama, Janja Silva, decidiu entrar na discussão. Ela usou a sua conta oficial do Twitter para defender o Ministro da Fazenda e dizer que a taxação não iria prejudicar os consumidores.


