O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citou o programa Desenrola, que prevê a renegociação de dívidas, em discurso que marcou os 100 dias do novo governo, no último 10 de abril. O Chefe do Executivo Federal cobrou do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o lançamento do programa. Em tom de brincadeira, o petista olhou para Haddad e pediu para ele “desenrolar o programa, pelo amor de Deus“.
“Eu lembro que eu dizia na campanha que, se a gente não fizer, dá a impressão de que a gente está enrolando o povo. Como o programa chama Desenrola, Haddad, eu queria que você, a sua equipe, fizesse uma conversa na Casa Civil, preparasse esse programa para gente lançar”, disse o presidente Lula no discurso feito no Palácio do Planalto.
“Por mais dificuldade que a gente possa ter, tem que ter um começo. E nós precisamos lançar esse programa para ver se a gente termina com a dívida que envolve quase 60 milhões de pessoas que estão se endividando no cartão de crédito para comprar o que comer. Não tem sentido. vamos desenrolar, pelo amor de Deus. Vamos desenrolar aí”, brincou ele.
O caminho do Desenrola
O Desenrola foi uma das principais promessas de campanha do presidente Lula nas eleições do ano passado. Segundo ele, a ideia é basicamente criar um sistema que facilita a vida das pessoas que estão em situação de dívidas.
O Governo Federal vai criar uma espécie de fundo para que nenhuma empresa ou instituição financeira fique no prejuízo mesmo em um cenário em que o cidadão não pague o dinheiro depois da conclusão da negociação.
O trâmite
No último mês de março, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad disse que o desenho do Desenrola já estava pronto, mas evitou falar sobre detalhes porque ainda precisava de uma aprovação por parte da Casa Civil e também por parte do presidente Lula.



