Em breve, cidadãos de todo o país poderão comprar carros a um preço um pouco mais barato. Esta foi a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em evento recente. De acordo com o presidente, o Brasil vai retomar o esquema de venda de veículos populares, a partir de um ação que pode baratear o preço em até R$ 20 mil.
O presidente Lula também disse que no seu projeto haverá um plano para garantir melhores condições de pagamento. “Qual pobre pode comprar um carro popular por R$ 90 mil? Um carro de R$ 90 mil não é popular. É para a classe média”, criticou. A declaração pode ter animado muitos cidadãos ao redor do país, mas o fato é que uma parcela da população vem se mostrando contrária ao plano do presidente.
Por que promessa é polêmica?
Nas redes sociais e em artigos de opinião, as principais críticas vieram de ambientalistas. Eles argumentam que a medida poderá fazer com que mais pessoas comprem carros no Brasil, e a partir daí o movimento poderia contribuir para uma maior poluição do ar, sobretudo em capitais que já são notadamente poluídas, como é o caso de São Paulo e Rio de Janeiro.
“Lula ainda está em 1980, uma percepção fora da realidade, menciona produzir veículos a combustão, com preços populares, todavia não tem a menor ideia do valor do carro elétrico que será a nova realidade, mais caro ainda. A famigerada proteção do meio ambiente era hipocrisia?”, questionou um internauta.
Além da questão ambiental, parte dos internautas também criticou a ideia de investir na indústria do automóvel, e preterir outras áreas como a do investimento na malha ferroviária e até mesmo na liberação de novas ciclovias para as pessoas que costumam ir ao trabalho de bicicleta.
“As cidades estão cheias de carros. Nós trabalhadores queremos transporte (público) de qualidade. Já passou da hora de criar metrôs ligando o Brasil”, disse outro. “Claro. Tudo o que precisamos é de mais carros nas ruas. O que há de errado em investir em ciclovias e metrôs? Todo o país de primeiro mundo já adotou”, disse um terceiro.



