Segundo informações divulgadas hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil atingiu 7,4% no trimestre encerrado em dezembro de 2023. Este resultado representa uma queda de 0,3 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior, de julho a setembro.
“A queda da taxa de desemprego ocorreu fundamentalmente por uma expansão significativa da população ocupada, ou seja, do número de pessoas trabalhando, chegando ao recorde da série, iniciada em 2012”, disse a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.
O Consenso LSEG previa uma taxa de desemprego de 7,6% para o mesmo período, indicando um desempenho mais favorável do mercado de trabalho do que o inicialmente estimado. Com este desdobramento, a taxa média anual do índice de desemprego em 2023 ficou em 7,8%, marcando uma redução de 1,8 p.p. em comparação com o ano de 2022, quando a taxa era de 9,6%.
Os dados são provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que revela indicadores essenciais sobre o mercado de trabalho no país. Este cenário mais otimista no último trimestre do ano contribui para uma visão positiva em relação à recuperação econômica e ao fortalecimento do emprego no Brasil.
Taxa de desemprego no Brasil
Os dados mais recentes sobre o mercado de trabalho brasileiro indicam que, em 2023, o número de empregados com carteira de trabalho assinada atingiu um patamar recorde, com um aumento de 5,8% ao longo do ano, totalizando 37,7 milhões de pessoas. Essa marca representa o mais alto registrado na série histórica.
Paralelamente, o contingente anual de empregados sem carteira assinada no setor privado também alcançou seu pico, registrando um crescimento de 5,9% e chegando a 13,4 milhões de pessoas. Esse aumento reflete a dinâmica do mercado de trabalho e as mudanças nas formas de contratação.




