O volume de vendas no varejo brasileiro cresceu 0,1% em abril, em comparação com o mês anterior. O resultado foi bastante tímido e reflete as dificuldades que o setor vem enfrentando para se manter em campo positivo nos últimos meses.
Ainda assim, vale destacar que as vendas no comércio varejista ainda não registraram resultado negativo em 2023. Apesar de os avanços terem sido leves neste ano, esses resultados já são motivos de comemoração, uma vez que não representam queda nas vendas do país.
Na comparação com abril de 2022, o volume de vendas cresceu 0,5%, nona taxa positiva consecutiva. Isso mostra que os resultados deste ano estão melhores que os do início do ano passado.
A propósito. os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta semana.
Varejo nacional cresce, mas queda que fica disseminada
O IBGE revelou que, na comparação com março, o volume de vendas cresceu em apenas três das oito atividades pesquisadas. Em contrapartida, os resultados das demais atividades foram negativos.
Confira abaixo as variações registradas em abril:
- Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 3,2%;
- Livros, jornais, revistas e papelaria: 1,0%;
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3%;
- Móveis e eletrodomésticos: -0,5%;
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -1,4%;
- Combustíveis e lubrificantes: -1,9%;
- Tecidos, vestuários e calçados: -3,7%;
- Equipamentos e material material para escritório, informática e comunicação: -7,2%.
Em abril, a maioria das atividades pesquisadas registrou queda no volume de vendas. Contudo, o volume nacional ficou positivo graças à atividade de hiper e supermercados, que exerceu uma forte influência na taxa nacional. Aliás, o forte resultado de abril aconteceu graças à Páscoa.
“Antes da pandemia, os resultados das vendas da Páscoa no varejo apareciam sobretudo em abril. Nos anos subsequentes, os ovos começaram a ser vendidos muito antes, em janeiro, e essas vendas eram diluídas ao longo desses meses. Neste ano, houve uma volta ao padrão de antes, e o resultado forte das vendas da Páscoa puxou o setor de hiper e supermercados“, explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Resultados negativos em março
Em abril, as maiores quedas nas vendas foram registradas pelos grupamentos de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-7,2%) e de tecidos, vestuário e calçados (-3,7%).


