Com o aumento do valor do salário mínimo de R$ 1.212 para R$ 1.302, uma série de benefícios também passam por alterações. Não é diferente com o consignado. Este sistema de empréstimo com descontos diretos na folha também passa por uma alteração no limite dos abatimentos mensais.
A partir do próximo mês de fevereiro, o valor disponível para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do consignado deverá subir. Oficialmente, o saldo base das aposentadorias cresceu de R$ 1.212 para R$ 1.302. Já o valor máximo dos benefícios cresceu 5,93% desde o ano passado.
Oficialmente, a margem consignável segue a mesma. Pelas regras gerais, o cidadão pode comprometer até 45% da sua aposentadoria com o consignado. Este percentual é sempre aplicado sobre o que sobra do salário depois de possíveis descontos do Imposto de Renda e da pensão alimentícia, por exemplo.
O que muda mesmo é a quantia bruta que o cidadão vai poder pegar com o consignado este ano. Como o salário aumentou, a porcentagem acaba pegando uma fatia naturalmente maior do dinheiro, o que possibilita que o segurado pegue uma quantia mais alta na lista consignável do seu banco.
Imagine, por exemplo, um cidadão que ganha R$ 1.900 por mês, e não precisa pagar nenhum tipo de Imposto de Renda ou pensão alimentícia. Até o ano passado, ele podia solicitar um crédito com prestação mensal de até R$ 665. Com a mudança do salário mínimo este ano, em 2023 ele vai poder comprometer até R$ 704.
Pagamentos reajustados já foram iniciados
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já começou os pagamentos da nova rodada de aposentadorias. Assim como acontecia no ano passado, os segurados precisam seguir dois calendários. Um deles é válido para as pessoas que recebem um salário mínimo, e outro para quem recebe mais do que este patamar.


