A 123Milhas, uma popular empresa de vendas de passagens aéreas, tem estado no centro de uma controvérsia recente. De acordo com o Procon do Distrito Federal, a empresa perdeu o direito de operar na região.
Neste artigo, iremos explorar essa situação em detalhes.
Suspensão das atividades
A 123Milhas foi proibida de vender novas passagens aéreas e pacotes de viagem. Essa decisão cautelar veio após a empresa protocolar um pedido de recuperação judicial. A suspensão inclui até mesmo as vendas promocionais.
Desde a data da suspensão dos voos promocionais, muitos consumidores registraram reclamações contra a empresa. A quantidade de queixas se aproxima do total registrado no ano anterior, quase dobrando as reclamações em comparação a 2021.
Os clientes da 123Milhas têm enfrentado dificuldades para receber os serviços contratados ou o reembolso dos valores pagos. A empresa disponibilizou o reembolso apenas por meio de vouchers, que podem ser utilizados em outros produtos dentro da plataforma.
Pedido de recuperação judicial
A situação se complicou ainda mais com o pedido de recuperação judicial da empresa. Isso aumentou a incerteza dos consumidores sobre a possibilidade de receber qualquer reembolso.
O processo de recuperação judicial permite que a empresa suspenda e renegocie parte das dívidas acumuladas em um período de crise.
Impacto nos credores
De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), o processo de recuperação judicial adia ou suspende o pagamento aos credores por um período determinado.
Isso permite que a empresa foque no pagamento de funcionários, tributos e matéria-prima essenciais para o funcionamento do negócio.
Posição da 123Milhas
Ao anunciar o pedido de recuperação judicial, a 123Milhas argumentou que a medida visa “assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos com clientes, ex-colaboradores e fornecedores“.


