Nas ruas e nas redes sociais, o arcabouço fiscal parece ser um tema que divide a opinião de muita gente. Contudo, no Congresso Nacional a discussão é um pouco menos dividida. Nas projeções do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o Governo Federal vai conseguir uma vitória esmagadora na votação do novo marco fiscal.
Na última semana, a Câmara dos Deputados votou a urgência do documento. Na ocasião, foram 367 votos a favor do texto e apenas 102 votos contrários. O resultado foi bastante comemorado por aliados de Fernando Haddad. O Ministro da Fazenda foi o responsável por capitanear o processo de convencimento dos deputados no decorrer das últimas semanas.
De todo modo, aquela foi apenas a aprovação da urgência. Com a decisão, o texto do arcabouço fura a fila de tramitações e agora pode ser votado mais rapidamente no plenário. Agora, começa a discussão em torno do mérito da medida apresentada pelo Governo, ou seja, os deputados devem começar a discutir o teor do texto em si.
O Governo segue confiante. De acordo com informações de bastidores, a avaliação do Ministério da Fazenda é de que será possível elevar a votação, isto é, ultrapassar a marca dos 367 votos que foram conquistados na última semana. A votação do texto do arcabouço está marcada para acontecer ainda nesta quarta-feira (24).
Emendas
Depois da apresentação do texto pelo relator da proposta, o deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA), o Governo pediu para que os parlamentares não apresentassem nenhuma proposta de emenda ao documento. O pedido, no entanto, não foi atendido. Ao menos 40 emendas já foram enviadas oficialmente.
Boa parte destas propostas querem diminuir o espaço do Governo Federal para os gastos. Outra parte das emendas quer elevar o espaço disponível. O Psol, por exemplo, chegou a pedir oficialmente para que o texto retire as despesas com o Bolsa Família do arcabouço fiscal, para que o Governo consiga garantir ao menos as elevações do benefício.



