Em pesquisa recente, foi possível perceber os impactos positivos do Bolsa Família no combate à desigualdade social. Trata-se da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, com publicação na última sexta-feira, 19 de abril, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, portanto, vê-se que um em cada cinco lares brasileiros participaram do programa de transferência de renda ao longo do ano passado.
Em 2023, o Governo Federal retornou com o programa Bolsa Família e algumas de suas regras originais. Desse modo, a proporção de domicílios que contam com, pelo menos, um membro no benefício alcançou a maior marca desde a sua criação, chegando a 19%. Os maiores índices foram nas regiões Norte (31,7%) e Nordeste (35,5%) das casas.
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Além disso, o aumento da renda, por meio do Bolsa Família, contribuiu para reduzir os níveis de desigualdade, principalmente nas duas regiões.
Bolsa Família influencia no índice Gini
Atualmente, o índice de Gini serve para a aferição da concentração da distribuição de renda de uma determinada população. Isto é, tendo uma variação de 0 a 1, sendo quanto mais próximo de 0, menor o nível de desigualdade.
Por meio da PNAD Contínua, então, foi possível identificar que nas regiões Nordeste e Norte do país o número alcançou uma expressiva diminuição.
De acordo com o levantamento do IBGE, o índice mensal per capita no Brasil se manteve em 0,518, ou seja, o menor já visto desde o início da série histórica. Já o maior ocorreu no ano de 2018, chegando a 0,545.
A pesquisa possui o objetivo de identificar dados que se relacionem ao rendimento médio da população brasileira, como no caso de trabalho formal, pensões, seguros ou aposentadorias. O líder do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, falou sobre o assunto.
“A pesquisa do IBGE revela o impacto fundamental do Programa Bolsa Família para o nosso Brasil. Mostra que estamos cuidando do nosso povo, dando oportunidades, melhorando a vida das pessoas. É esse o objetivo do governo do presidente Lula e vamos seguir avançando, vamos tirar o Brasil do Mapa da Fome e vamos continuar reduzindo as desigualdades do nosso país”, destacou.
Distrito Federal lidera ranking
Durante o ano de 2023, os valores referentes a renda média per capita no país tiveram elevação nas cinco regiões do Brasil. Isto é, momento em que o Sudeste alcançou a maior marca (R$ 2.237) e o Nordeste, a menor (R$ 1.146).
Em relação às unidades federativas, o Distrito Federal aparece com a maior quantia, tendo um rendimento per capita de R$ 3.215. Em seguida, estão São Paulo (R$ 2.414), Rio de Janeiro (R$ 2.305), Rio Grande do Sul (R$ 2.255) e Santa Catarina (R$ 2.224).
Contudo, o estado do Maranhão, registrou a menor renda média por pessoa do país, tendo um valor local de R$ 969, única abaixo de R$ 1.000.
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Portanto, com a pesquisa, é possível entender o impacto do Bolsa Família nas diferentes regiões do país.
Trabalho é responsável por 74,2% do rendimento
De acordo com os dados do IBGE, o trabalho ficou responsável por 74,2% do rendimento per capita médio domiciliar durante o ano de 2023.



