Com direito a alguns vetos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o texto do arcabouço fiscal. A sanção, aliás, já foi oficialmente publicada na edição desta quinta-feira (31) do Diário Oficial da União (DOU). O marco fiscal é o texto que prevê regras para limitar o crescimento dos gastos públicos, e que deve substituir o teto de gastos a partir do próximo ano.
O texto em questão é de autoria do Ministério da Fazenda e já passou pela aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O documento recebeu algumas alterações no Senado, e depois voltou para a Câmara, onde foi aprovado de maneira definitiva ainda no último dia 29 de agosto.
O que diz o arcabouço
Ao contrário do teto de gastos, que impedia o crescimento das despesas para além da inflação do ano anterior, o marco fiscal estabelece que o governo federal precisa elevar os gastos em ao menos 0,5% para cima da inflação do ano anterior. De todo modo, o novo texto também cria um teto de 2,5% por ano.
O que vai definir o tamanho do aumento das despesas é justamente o tamanho do aumento das receitas. Em resumo, o novo marco fiscal sancionado pelo presidente Lula nesta quinta-feira (31) estabelece que quanto mais o governo arrecadar, mais ele vai poder gastar.
“Essa regra fiscal tem uma estratégia de recomposição do resultado primário, que é a receita crescer acima da despesa a essa razão. Inclusive, ele [relator] introduziu vários mecanismos de contingenciamento em caso de não cumprimento fiscal”, disse o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
“O ano que vem, que é o primeiro ano de vigência desse novo marco, a despesa vai crescer menos do que 50% do aumento da receita, em todos os cenários projetados — tanto pelo Tesouro, quanto pela Receita”, completou o ministro.

Penalidades
- O governo poderá ser punido
O que o Ministro está dizendo é que o texto do arcabouço fiscal é cercado de metas que precisam ser atingidas pelo governo federal. Quando estas metas forem atingidas, o gasto estará liberando, respeitando o teto de aumento de despesas de até 2,5% para cima da inflação do ano anterior.



