Vitória para o governo federal. Depois de uma longa reunião realizada nesta segunda-feira (22) na Câmara dos Deputados, líderes partidários decidiram que deverão votar ainda nesta semana o texto do marco fiscal. Trata-se da lei que deverá substituir o atual teto de gastos públicos a partir do próximo ano.
A reunião aconteceu na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Representantes do Ministério da Casa Civil e do Ministério da Fazenda também estiveram presentes no encontro e fizeram pressão para que os líderes não adiassem a votação mais uma vez.
Com a decisão tomada, agora há a expectativa para a realização de mais uma reunião sobre o tema nesta terça-feira (22). Logo depois, o documento poderia ser levado para votação, que poderia ocorrer ainda hoje ou, no máximo, na próxima quarta-feira (23).
“O presidente Arthur já deixou claro, inclusive, também em função do pedido dos líderes, que nós deveremos votar ou amanhã (hoje) ou quarta-feira o marco fiscal, já com todos os arranjos promovidos”, disse o relator da proposta, Cláudio Cajado (PP-BA), em conversa com jornalistas logo depois da reunião.
“Arranjos promovidos”
Note que na declaração do relator há um termo importante: “arranjos promovidos”. A Câmara sinaliza, portanto, que vai realizar alterações no texto do marco fiscal. Vale lembrar que este documento já foi aprovado na Câmara, e no Senado Federal. Os senadores, no entanto, realizaram algumas alterações no documento original.
Entre as mudanças aplicadas pelo Senado Federal, podemos citar:
- a retirada do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) do limite do teto de gastos;
- a retirada do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) do limite do teto de gastos.
Estas alterações estavam sendo exigidas por parlamentares da base da educação, que estavam preocupados com a inserção dos gastos com o Fundeb no teto de gastos. Eles argumentam que a medida poderia congelar investimentos em uma das áreas mais importantes para o país.




