Os preços do gás natural ficaram mais baratos no país neste mês de maio. A Petrobras anunciou em meados de abril uma redução de 8,1% no preço médio do gás natural (GNV). Os novos valores entraram em vigor no país a partir do dia 1º deste mês.
Em resumo, as correções nos preços do gás natural ocorrem trimestralmente. Aliás, o reajuste, que passou a vigorar no país nesta segunda-feira (1º), refere-se ao trimestre móvel de maio a julho de 2023, ou seja, os novos preços deverão seguir em vigor no Brasil até 31 de julho.
“A atualização trimestral do preço do gás natural e anual para o transporte do produto permite atenuar volatilidades momentâneas e aliviar, no preço final, o impacto de oscilações bruscas e pontuais no mercado externo, assegurando, desta forma, previsibilidade e transparência aos clientes”, informou a Petrobras, em nota.
De acordo com a estatal, a redução reflete preços mais baixos do barril de petróleo, embora o dólar tenha subido no período. A saber, a Petrobras adotou e começou a aplicar as novas fórmulas dos contratos de fornecimento de gás no início de 2022, acompanhando as oscilações do mercado internacional.
A companhia também ressaltou que a redução no preço do gás natural “não se refere ao preço do GLP (gás de cozinha), envasado em botijões ou vendido a granel”.
Na verdade, o gás natural é matéria-prima do GNV, o gás de cozinha encanado. Além disso, o item também é fonte de energia para diversos setores da indústria. Por isso que a redução anunciada pela Petrobras é tão importante para vários setores da economia.
Reajuste de preços não se refere a consumidores
Em resumo, o reajuste promovido pela Petrobras em relação ao gás natural não se refere aos consumidores. Essa queda nos preços segue apenas para as distribuidoras do país, que podem ou não repassar a redução para o consumidor final.
Segundo a companhia, a diminuição anunciada se refere aos contratos acordados pela estatal com as distribuidoras. Aliás, estas atualizações trimestrais já são previstas e vinculam a variação do preço do gás às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio.
A propósito, a Petrobras segue as cotações internacionais para definir os reajustes no valor do gás natural. Assim, quando os preços do barril de petróleo estão mais elevados, bem como a cotação do dólar, a companhia eleva o valor do gás natural. Em contrapartida, quando ocorre o contrário, a estatal tende a reduzir os preços, assim como vem ocorrendo em 2023.


